São Paulo, 18 de Julho de 2009, 21:50
Pessoas estilosas, bem vestidas e outras nem tanto. Mas isso é questão de gosto que eu adoro discutir.
De repente, um senhor de cabelos bagunçados tomando chá que, por alguma razão, parecia destoar mesmo em meio à grande variedade de aparências e estilos que tanto me entreteram e inspiraram (sim, inspiraram) durante os minutos anteriores ao show.
Após a entrada com uma aconchegante versão de”The House of the Rising Sun”, um pequeno “oi” foi suficiente para ganhar a simpatia do público pelo resto na noite fria porém muito calorosa e aguardada por muitos – inclusive eu - .
A banda – The Dirty Delta Blues - é formada por músicos com sensibilidade suficiente para realçar os vocais cada vez mais roucos e poderosos de Chan Marshal na medida em que os permitia fluir livremente ao longo das canções carregadas de influências no jazz e soul com cara de Nova Yorque e bares mau iluminados.
Má iluminação aliás presente ao longo do show, colaborando para o clima intimista da apresentação em que nem mesmo os telões foram utilizados, a pedido da produção.
Entre os componentes, a banda contava com um tecladista que em uma canção se levantou para tocar tamborim enquanto dançava estilosamente com seu visual meio anos 70 e um baterista que tratava-se do senhor destoante do chá de alguns minutos antes.
Foi um show basicamente sem defeitos. Claro que quem esperava pelas velhas canções do começo da carreira de Cat Power se decepcionou, já que o repertório ficou focado nos últimos álbuns. A tradicional “I Don't Blame You”, suposta “música para o Kurt” foi tocada, porém em sua nova forma muito mais jazzística com aquele charme do blues, traduzindo a sonoridade da presente fase da carreira da cantora.
Tal fase, na minha opinião, muito mais madura musicalmente e Chan Marshal - cada vez mais bonita, diga-se de passagem - parece estar mais livre e completa nos vocais. Claro que isso se deve ao fato de que ela se dedica inteiramente a eles, agora que não divide sua dedicação tocando algum instrumento enquanto canta. E a escolha da banda certa ajudou bastante. Creio que teria gostado mais do álbum "The Greatest" se suas canções tivessem sido gravadas como estão sendo tocadas ao vivo.
O generoso bis contou com a fofíssima Sea Of Love. Não tenho o costume de usar a palavra fofíssima... mas enfim...
muito simpática e até parecendo meio tímida, Chan jogou flores brancas para a privilegiada (tom de amargura) platéia VIP, á la Roberto Carlos. também distribuiu autógrafos e papéis brancos cujo teor eu não consegui descobrir - já que não estava na platéia VIP como pode ser deduzido...-, mas já deve estar no orkut ou algo assim.
Gostei do show, quero mais.
...
saudade do junker
Monday, July 20, 2009
Vendo Cat Power Dizer "Oi"
uh-hu por
Lisa
às
8:07 PM
ah-ha: está tudo bem, música
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